sexta-feira, 23 de abril de 2010

Série espiritismo


O Brasil é o país com o maior número de espíritas no mundo. Estatísticas feitas pelo IBGE em 2005 revelaram que 40 milhões de brasileiros acreditam na doutrina espírita.

A escritora e profetisa Ellen White escreveu há mais de 100 anos: “O espiritismo está prestes a cativar o mundo. Muitos há que julgam ser o espiritismo mantido por truques e imposturas, mas isto está longe da verdade. Um poder sobre-humano está operando de várias maneiras, e poucos têm a idéia do que será a manifestação do espiritismo no futuro”. (Evangelismo, p.p. 602, 603).

Perceba que, de acordo com Ellen White, não é por acaso que o espiritismo é muito divulgado na mídia, especialmente nas novelas de uma grande emissora de TV de nosso País!

O que vamos estudar com você nessa série de oito programas na rádio Novo Tempo é esse fenômeno chamado espiritismo, que faz parte da vida de muitas pessoas sinceras e caridosas. Com certeza, não esgotaremos o assunto, mas abordaremos o que cremos ser o principal: os cinco pilares do espiritismo e algumas afirmações de Allan Kardec – pai do moderno espiritismo – para sabermos se a doutrina espírita realmente está em harmonia com o ensino bíblico sobre o que acontece com o ser humano depois da morte.
Com base na Bíblia responderemos a algumas perguntas nessa série:

1) Como Deus considera o espiritismo?
2) Para onde vai a alma ou espírito depois da morte?
3) A doutrina da reencarnação é uma verdade ou uma mentira?
4) Os escritos de Allan Kardec estão em harmonia com a Bíblia?
5) O espiritismo oferece as verdadeiras respostas às dúvidas que o ser humano tem sobre a vida e o mundo?
6) É possível ser salvo sendo um espírita?
7) Para Deus é correto ser cristão e espírita ao mesmo tempo?

O que é alma

[Em estudo posterior abordaremos de maneira mais detalhada o conceito de “alma” na Bíblia]

Para respondermos à pergunta: “o que acontece com a alma depois da morte?”, precisamos saber como Deus fez a vida. Gênesis 2:7 responde:

“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.”

Convém destacarmos alguns pontos do verso acima:

1) Perceba que Deus criou um boneco de barro com todos os órgãos, tecidos, músculos… E, para que aquela obra de arte do Criador ficasse completa, precisava de vida. Por isso, Deus soprou no ser humano o fôlego de vida; não soprou uma alma;

2) O ser humano, portanto, não tem uma alma; ele é uma alma (ler Deuteronômio 10:22). A Bíblia apresenta uma visão holística do ser humano, ou seja: a alma (pessoa viva) só existe se estiver interligado o corpo, o fôlego de vida (que é o “espírito”, no original bíblico. O termo hebraico e grande parte dos versos é ruach. No grego, pneuma), a mente, as emoções. Separando-se tais elementos da natureza humana (que é psicossomática segundo a própria ciência), a vida acaba.

E, de acordo com Jesus (o “Autor da Vida” – Atos 3:15), será apenas na ressurreição que tais elementos do SER serão reunidos para a alma (pessoa) voltar a existir: “e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos.” Lucas 14:14.

Não perca essa série de programas preparada especialmente para você. Nosso objetivo não é ferir sua consciência moral e religiosa – coisas muito preciosas para Deus. Queremos sim mostrar a Verdade da Bíblia sobre o espiritismo porque temos o compromisso de ensinar o que Jesus quer e de auxiliar pessoas sinceras de todas as religiões e filosofias a conhecerem melhor a Bíblia. Será uma honra contar com sua companhia aqui na rádio Novo Tempo, no programa “O Assunto é”.

Participe!

Poderá também solicitar seu estudo por e-mail: escolabiblica@novotempo.org.br ou imprimi-lo no blog www.namiradaverdade.com.br No site da rádio há opção de fazer o download do estudo gratuitamente e repartir os áudios com seus amigos!

Caso tenha alguma dúvida ou queira fazer seu comentário, mantenha contato conosco também pelo telefone (12) 2127-3121. Seu retorno é muito importante para nossa equipe.

Os outros artigos desta série estão em : www.novotempo.org.br/namiradaverdade/?tag=espiritismo

Leandro Quadros

Santos ou pecadores?


Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade. Daniel 7:18

Muitos cristãos não se consideram nem santos nem pecadores. Eles acham que estas são posições extremas. Para eles, o pecador é um indivíduo indesejável, que se deleita no seu mundanismo e recusa entregar-se a Deus.

Por outro lado, o santo é um “desmancha-prazeres”, que vive no mundo da Lua, procura se afastar dos pecadores e se esforça para ser salvo. É um indivíduo sem vida, que reprova os divertimentos e olha com desconfiança para quem é alegre demais.

O problema, porém, é que se você não é nem santo nem pecador, ou seja, nem frio nem quente, é morno – uma condição intermediária condenada na Bíblia, pois é melhor ser santo ou pecador do que tentar conciliar as duas coisas.

O que é um santo, segundo a Bíblia?

Moisés transmitiu ao povo de Israel as palavras divinas: “Eu sou o Senhor, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque Eu sou santo” (Lv 11:44). Davi fez a exortação: “Temei o Senhor, vós os Seus santos, pois nada falta aos que O temem” (Sl 34:9). Daniel afirmou que só os santos possuirão o reino de Deus (Dn 7:18, 22, 27).

Na Bíblia, um santo é tudo menos um “desmancha-prazeres”. É antes uma pessoa que deixa Deus dirigir completamente sua vida. E uma tal pessoa está longe de ser alguém deprimido ou sem vida. Cristo disse que o cristão deve se regozijar até mesmo quando é perseguido: “Regozijai-vos naquele dia e exultai, porque grande é o vosso galardão no Céu” (Lc 6:23).

Além disso, Cristo deixou claro que um santo não deve evitar contato com os pecadores, pois Ele mesmo comia com os publicanos e pecadores e Se hospedava na casa deles (Mt 9:11, Jo 4:10-26, 40).

Quando Paulo escreveu aos coríntios, ficou perturbado com a condição daquela igreja. Havia divisão entre os membros, casos de adultério, confusão sobre doutrinas e outros problemas. No entanto, como Paulo os considerou? Santos! (1Co 1:2).

O santo, portanto, pode ou não ser um cristão maduro. Quando o indivíduo se arrepende dos seus pecados, ele ingressa na família de Deus, sendo então investido com os atributos de Deus.

Se já aceitou a Jesus Cristo como seu Salvador, você é um dos Seus santos. Tenha certeza disso.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Dependência de Deus

Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para Si. Gênesis 5:24

Um marido, cansado de problemas familiares, desabafou para a esposa: "É incrível! Sempre temos um problema familiar pelo qual orar. Parece que isso não acaba nunca!" A esposa ponderou: "E o que você queria? Ser independente de Deus?"

A vida cristã é isto – dependência diária de Deus, tanto na paz como na tempestade.

Nos escritos inspirados encontramos revelações muito francas sobre os defeitos de grandes homens de Deus, como Abraão, Isaque, Jacó, Davi, Moisés e outros. Mas sobre Enoque não encontramos nenhuma referência desabonadora, embora, como ser humano, ele tivesse "intuição de sua própria fraqueza e imperfeição" (Patriarcas e Profetas, p. 85).

Um dos aspectos que se salientam na vida desse gigante da fé, o primeiro a ser trasladado para o Céu sem ver a morte, é o fato de que, em meio a uma geração perversa, "andou Enoque com Deus" (Gn 5:22, 24). E não foi por pouco tempo – ele andou com Deus durante trezentos anos! Estava tão próximo à Cidade Celestial, que um dia Deus lhe abriu as portas e o convidou a entrar.

Como é que Enoque atingiu essa grandeza espiritual? Ellen White responde: "O andar de Enoque com Deus não foi em arrebatamento de sentidos ou visão, mas em todos os deveres da vida diária. Não se tornou um eremita, excluindo-se inteiramente do mundo, pois que tinha uma obra a fazer para Deus no mundo. Na família e em suas relações com os homens, como esposo e como pai, como amigo, cidadão, foi ele um servo do Senhor, constante e inabalável [...] Enoque [...] passava muito tempo na solidão, entregando-se à meditação e oração" (ibid.).

A vida de Enoque é, sem dúvida, um exemplo para os crentes de todas as épocas. Nosso andar com Deus não deve ser alcançado através de experiências místicas ou afastamento da sociedade, "mas em todos os deveres da vida diária". Em meio à correria desenfreada da vida moderna, precisamos encontrar tempo para ficar a sós com Deus, entregando-nos à meditação e oração e, então, voltar ao convívio social, refletindo a imagem divina obtida nesses momentos de comunhão.

Quem experimenta o novo nascimento, precisa crescer na graça e no conhecimento de Cristo, o que não ocorre da noite para o dia, mas é obra de uma vida inteira. Basta entregar-se diariamente à Fonte dessa transformação.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A IMPORTÂNCIA DO SÁBADO


Guarde o sábado, que é um dia santo. Êxodo,20:8 Bíblia NTLH

Antes de ser dada a lei no Sinai, Deus operou um milagre a cada semana para impressionar o povo com a santidade do sábado. Fez chover maná do céu para seu alimento, e cada dia juntavam esse maná, colhendo no sexto dia o dobro do que de costume, segundo as orientações de Moisés. Êxodo, 16:29 e 30 “ Lembrem que eu, o SENHOR, dei a vocês um dia de descanso e foi por isso que no sexto dia eu lhes dei alimento para dois dias. No sétimo dia fiquem todos onde estiverem; ninguém deverá sair de casa.
Assim, o povo não trabalhou no sétimo dia.”

Ninguém podia colher porção do maná, alem do que era consumido no dia, somente no sexto dia era permitido colher em dobro, para o sexto dia e o sábado, veja que esta ordenança vinda de Deus foi antes de ser dada a lei dos dez mandamentos a Moisés no monte Sinai. fica bem claro aqui que a santificação do sábado vem muito antes de ser dado as tábuas de pedra com a lei a Moisés no Sinai.
Vem desde a criação do mundo, Genesis 2:2 e 3 - No sétimo dia Deus acabou de fazer todas as coisas e descansou de todo o trabalho que havia feito. Então abençoou o sétimo dia e o separou como um dia sagrado, pois nesse dia ele acabou de fazer todas as coisas e descansou.

E disse-lhes Moisés: Ninguém dele deixe para amanhã. Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, antes alguns deles deixaram dele para o dia seguinte; e aquele criou bichos, e cheirava mal; por isso indignou-se Moisés contra eles. Êxodo, 16:20 - Eles pois o colhiam cada manhã, cada um, conforme ao que podia comer; porque, aquecendo o sol, derretia-se."
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"E comeram os filhos de Israel maná quarenta anos, até que entraram em terra habitada; comeram maná até que chegaram aos termos da terra de Canaã." Êxo. 16:35. Assim, por quarenta anos, operou Deus um milagre diante de Seu povo cada semana, para mostrar-lhes que Seu sábado era um dia santo.

E os filhos de Israel fizeram assim; e colheram, uns mais e outros menos. Porém, medindo-o com o gômer, não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco: cada um colheu tanto quanto podia comer. Êxo. 16: 20 e21. Cada semana, durante sua longa peregrinação no deserto, os israelitas testemunharam tríplice milagre, destinado a impressionar-lhes o espírito com a santidade do sábado: uma dobrada quantidade de maná caía no sexto dia, nada caía no sétimo, e a porção necessária para o sábado conservava-se fresca e pura, enquanto qualquer quantidade que se deixava de um dia para outro, em outra ocasião, se tornava imprópria para o uso.
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Nas circunstâncias que se ligam à concessão do maná, temos prova conclusiva de que o sábado não foi instituído, conforme muitos pretendem, quando a lei foi dada no Sinai. Antes de chegarem os israelitas ao Sinai, compreendiam ser-lhes obrigatório o sábado. Sendo obrigados a recolher toda sexta-feira dupla porção de maná, como preparo para o sábado, no qual nada caía, a natureza sagrada do dia de repouso os impressionava
continuamente. E quando alguns, dentre o povo, saíram no sábado para apanhar maná, o Senhor perguntou: "Até quando recusareis guardar os Meus mandamentos e as Minhas leis?"

"Comeram os filhos de Israel maná quarenta anos, até que entraram em terra habitada; comeram maná até que chegaram aos termos da terra de Canaã." Êxo. 16:35. Durante quarenta anos, por meio desta maravilhosa provisão, trazia-se-lhes diariamente à lembrança o cuidado infalível e o terno amor de Deus. Segundo as palavras do salmista, Deus lhes deu "do trigo do Céu. Cada um comeu o pão dos anjos", isto é, alimento que lhes foi provido pelos anjos. Sal. 78:24 e 25. Sustentados pelo "trigo do Céu", diariamente se lhes ensinava que, tendo as promessas de Deus, estavam tão seguros contra a necessidade como se estivessem rodeados pelos campos ondulantes de trigo nas férteis planícies de Canaã.
O maná, caindo do céu para o sustento de Israel, era um tipo daquele que veio de Deus para dar vida ao mundo.

Disse Jesus: "Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram. Este é o pão que desce do Céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que Eu der é a Minha carne, que Eu darei pela vida do mundo." João 6:48-51. E entre as promessas de bênçãos ao povo de Deus na vida futura, está escrito: "Ao que vencer darei Eu a comer do maná escondido." Apoc. 2:17.

No caráter do maná dado no diserto para sustento do povo de Israel, e Jesus se nos dando como pão vivo que desceu do céu. Está o memorial da redenção e salvação [o Sábado].
Disse Jesus: "Eu sou o pão da vida. Este é o pão que desce do Céu” “Fez chover maná do céu para seu alimento, e cada dia juntavam esse maná, colhendo no sexto dia o dobro como provisão para o sábado”

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Fontes de pesquisas
Cristo Triunfante,109
História da Redenção, 130
Patriarcas e Profetas, 296 e 297

terça-feira, 13 de abril de 2010

O GRÃO DE MOSTARDA


















Em S. Mateus, capítulo 13:31 e 32: "Outra parábola lhes propôs,
dizendo:O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda,
que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos."

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Para começar gostaria de apresentar-lhes o momento histórico no qual o Senhor Jesus apresentou a parábola da semente de mostarda. O povo de Israel estava prisioneiro do poder romano e as profecias falavam da libertação do jugo romano. Os judeus esperavam o cumprimento da profecia, esperavam o Reino de Deus, esperavam a vinda do libertador, só que eles tinham um conceito errado de como o libertador apareceria. Eles o esperavam como um guerreiro dirigindo suas hostes militares para derrotar o Império Romano e estabelecer o Reino de Deus nesta terra. Eles esperavam um reino de luxo, de luzes, de glórias terrenas.

Quando o Senhor Jesus apareceu, veio de modo completamente diferente do que eles esperavam. Apareceu como uma criança indefesa. Nasceu numa manjedoura, rejeitado e desprezado pelos homens. Não era esse o tipo de libertador que o povo judeu esperava. Então, esse humilde carpinteiro começou a chamar homens para fundar Seu reino nesta terra. Chamou pescadores, publicanos, cobradores de impostos e esse grupo de doze homens começou a seguir o Senhor Jesus, temeroso e perguntando-se: "Será que estamos tomando a decisão correta?" "Será que estamos acertando, deixando o nosso trabalho, que é a fonte do nosso sustento, para arriscar o nosso futuro com Alguém que prega o Reino de Deus, mas parece que não vai transformar nada?"

O Senhor Jesus observou a dúvida que martelava o coração dos seus discípulos e então apresentou a parábola da semente de mostarda, querendo dizer que o Reino de Deus pode parecer pequeno no início mas que crescerá e um dia todas as aves do céu chegarão para fazer seus ninhos nessa árvore. O Senhor Jesus apresenta Seu Reino, muitas vezes, de uma maneira completamente diferente de como os homens esperam que seja. Ele diz, por exemplo, que: "Mas o maior dentre vós será vosso servo." (Mateus 23:11)

Ninguém quer, em nossos dias, ser o menor. Todos querem ser os maiores mas o Senhor Jesus coloca uma filosofia contrária à filosofia dos homens. "... o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve." (Lucas 22:26)

Em nossos dias, ninguém quer ser servo, mas quem quer participar do Reino de Deus, tem que estar disposto a servir pra poder ser o primeiro.

O Reino de Deus é comparado sempre a coisas pequenas. A morte é vida no Reino de Deus. Aquele que quer encontrar a realização pessoal tem que renunciar a si mesmo. Vivemos em dias quando todo mundo quer tudo para si. Jesus vem e diz: "... Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue..." (Mateus 16:24)

Jesus está dizendo que se você quiser participar do Reino de Deus tem que andar na contramão desta vida. Não combina com a filosofia dos homens. Os homens, para vencer, matam. Cristo para vencer, morre. Os homens para se realizarem, pisam, humilham. Cristo para se realizar, renuncia a si mesmo. O reino dos homens é feito de luzes, pompa, luxo, poder e forças militares. O Reino de Deus é como a semente de mostarda, pequena, desprezada, rejeitada.

Você quer participar do Reino de Deus? Tem que pedir a Deus que mude sua maneira de pensar. Tem que estar disposto a ser enterrado como o grão de mostarda para renascer, para quebrar a crosta da terra e ressurgir para uma nova vida. Você quer participar do Reino de Deus? Não tenha medo quando as pessoas rirem de você, fizerem pouco caso ou o ridicularizarem por causa de sua fé. Não tenha vergonha quando o humilharem, quando você, às vezes, tiver que perder o emprego por causa dos princípios que conhece, quando você tiver que ser honesto em meio a um mundo corrupto. Não tenha medo porque o Reino de Deus sempre andará na contramão da vida.

O grão de mostarda é o símbolo da certeza do Reino de Deus. Quando a semente é enterrada, passa um dia, passam dois, três dias e parece que nada acontece, parece que tudo acabou. Se porventura você abrir a terra vai encontrar a semente apodrecida, vai pensar: "acabou mesmo." Mas o que você não sabe é que para que brote nova vida é preciso que essa semente seja enterrada e que apodreça e então, de onde parece que não há mais esperança, brota uma nova planta com nova vida, para produzir muitos frutos. O Senhor Jesus morreu na cruz do Calvário. E quando Ele morreu, o diabo deu a maior gargalhada do mundo. Pensou que tinha vencido: "Morreu, eu O matei!" Mas no terceiro dia, Jesus ressuscitou e estabeleceu para sempre o Seu Reino. Querido, os homens podem destroçar o seus sonhos por um dia, dois dias talvez, mas ao terceiro dia seus sonhos ressuscitarão. Os homens podem humilhá-lo por causa da sua fé, na sexta-feira, no sábado, mas chegará no domingo e você será glorificado no conceito do Reino de Deus. Os homens podem ferir o seu corpo por um dia, dois dias, mas ao terceiro, você ficará curado. Esta é a promessa da semente da mostarda. E tem algo mais, quando você pensa que a mostarda desapareceu, acabou e que a semente apodreceu, ela lhe dá uma grande surpresa. A planta floresce novamente.

Esta parábola nos fala também, do crescimento do Seu Reino, dos filhos e da Igreja de Deus. A Igreja, teve um começo humilde: doze pescadores incultos. Gente que o mundo olhava e nunca imaginava que poderia dar origem a uma igreja que hoje é a igreja cristã. No início, perseguidos, queimados vivos, jogados nos circos para serem despedaçados pelos leões. Mas hoje, a Igreja Cristã é o que é no mundo. O Senhor Jesus está querendo dizer que tudo no Reino de Deus começa pequeno, mas vai crescendo, crescendo, e um dia chega a ser tão grande, que todas as aves do céu vêm fazer seus ninhos nos ramos da árvore.

Há quanto tempo você nasceu no Reino de Deus? Está pronto a crescer como a semente da mostarda? Prepare-se, porque todo processo de crescimento é doloroso, porque envolve mudança. Os seres humanos às vezes não queremos mudar. Muita gente, quando começa a descobrir as verdades bíblicas, pergunta: "Quer dizer que estive equivocado em toda a minha vida até agora?" Não, você não pode encarar a vida desta maneira. Você não estava equivocado antes, nem está certo hoje. Você está crescendo na sua experiência cristã.

Faço uma ilustração: quando você está no primeiro grau, você aprende a somar, subtrair, multiplicar e a dividir. Quando você vai para o segundo grau, você aprende Trigonometria, Física e Química. Mas, quando você vai para a Faculdade, aprende Física Nuclear e Trigonometria Espacial. Seria justo agora, que você está na Faculdade, olhar para os seus tempos de escola primária e dizer: "quando eu sabia somente somar e multiplicar estava equivocado?" Não! Você estava crescendo! Só que você não ficou somente sabendo somar, diminuir e multiplicar, você cresceu, e o crescimento envolve dor, porque quando se estuda Física é mais complicado que aprender a somar e você muitas vezes chora.

Muitas vezes, tem que passar a noite sem dormir analisando, estudando e resolvendo os problemas. Todo crescimento envolve dor e por isso tem gente que não quer crescer na experiência espiritual porque não quer pagar o preço. Muita gente aprende a somar e quer passar a vida inteira somente sabendo somar. Não quer sair do Primeiro Grau e entrar no Segundo Grau. Não quer sair do Segundo Grau e entrar para a Faculdade.

O último pensamento desta parábola, apresenta a universalidade do Reino de Deus. Começa como uma pequena semente de mostarda e cresce e torna uma árvore frondosa e todas as aves do céu vêm fazer seus ninhos nos seus ramos.
Nós todos somos as aves, dos céus. No Reino de Deus há lugar para todos. Não importa a cor da sua pele, nem o grau de instrução que você tem. Não importa a sua posição social, nem a língua que você fala. Não importa o país onde você vive, nem o seu passado, nem seu presente, nem seu futuro. Não importa se sua família tem um nome importante, ou não. Na árvore simbolizando o Reino de Deus há lugar para todas as aves do céu.

Venha para Jesus, traga sua vida como está. Quando o Senhor Jesus entrar em sua vida, Ele colocará tudo em ordem. Ele reestruturará a sua família e devolverá seus filhos. Ele colocará paz em seu coração. Nunca mais você passará noites de angústia, sem dormir. Ele colocará alegria em seu viver e finalmente você olhará para o futuro sem medo. Abra seu coração para Jesus.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Espectador das tragédias?

Espectador das tragédias?

É assustador o que o que a chuva está fazendo no Rio de Janeiro, especialmente em Niterói. Dias atrás o problema era aqui em São Paulo. Antes foi Santa Catarina. E, assim vamos, de tragédia em tragédia. Com o risco da conformidade e insensibilidade diante de calamidades e atrocidades.

No meu momento com Deus, nessa madrugada, li um texto onde grifei algumas citações da escritora norte-americana, Ellen White. Ela aborda com propriedade assuntos escatológicos. Apesar de ter vivido no século 19, suas milhares de páginas, traduzidas em praticamente todos os idiomas do planeta, expõem com impressionante clareza profética o quadro dos tempos em que vivemos.

Referindo-se a retirada do Espírito Santo da Terra, próximo ao fim, ela cita o aumento das tragédias naturais e o desequilíbrio social. Esses sinais seriam mais freqüentes e intensos (Lucas 21:28). “O refreador Espírito de Deus está agora mesmo sendo retirado do mundo. Furacões, tormentas, tempestades, incêndios, inundações, desastres em terra e mar, seguem-se um ao outro em rápida seqüência… Os homens não discernem as sentinelas angélicas que retêm os quatro ventos para que não soprem sem que os filhos de Deus estejam selados, mas quando Deus mandar que Seus anjos soltem os ventos, haverá uma tal cena de luta que pena nenhuma poderá descrever” (Testemunhos para a Igreja, vol. 6, p. 408).

No clássico “O Grande Conflito”, página 613, a mesma autora revela que “Satanás mergulhará então os habitantes da Terra em uma grande angústia final. Ao cessarem os anjos de Deus de conter os ventos impetuosos das paixões humanas, ficarão às soltas todos os elementos de contenda. O mundo inteiro se envolverá em ruína mais terrível do que a que sobreveio a Jerusalém na antiguidade”.

Por último, no “Beneficência Social”, páginas 135 e 136, White declara: “Aproxima-se o tempo em que grandes cidades serão varridas, e todos devem ser advertidos desses juízos por vir. Mas quem está dando para a realização desta obra o integral serviço que Deus requer? … Atualmente nem uma milésima parte do trabalho a ser feito nas cidades o está sendo, e isso seria feito se homens e mulheres cumprissem o seu inteiro dever.”

Vivemos em um tempo singular na história da humanidade. As profecias cumprem-se diante de nossos olhos. A indiferença e a descrença estão por toda parte, inclusive dentro das igrejas. Os alarmistas de plantão, no outro extremo, também. Tudo isso resultado, entre outras coisas, da falta diária de comunhão com Deus e estudo diligente da Bíblia. Enquanto isso, vidas preciosas morrem vítimas da violência, das tragédias e do descaso. E, talvez, sem esperança.

Enquanto tudo isso acontece ao meu redor, o que tenho feito? O que poderia fazer com mais determinação e eficácia? Tenho pedido para que Deus me faça entender e aproveitar todas as oportunidades para ser um instrumento de esperança em meio ao caos. Não posso ser um mero e negligente espectador diante das cenas finais da história humana.

COM A ETERNIDADE NO CORAÇÃO

RUBEM M. SCHEFFEL


Embora a vida seja curta e os nossos dias se acabem como um breve pensamento, Deus colocou em nós o anseio por uma vida sem fim, plena de felicidade. Salomão disse que Deus "pôs a eternidade no coração do homem".

Através da variedade de assuntos abordados, o autor procura alcançar todos os tipos de leitores: os que sentem alegria, tristeza, amor, ira, saudade, desânimo e depressão, ou enfrentam injustiça, perdas, preocupações e dificuldades financeiras. Você certamente se identificará com muitos desses temas.

Para cada emoção, necessidade ou experiência, você encontrará orientações bíblicas que lhe trarão ânimo, conforto e paz. Sejam quais forem suas lutas, lembre-se: para quem aceitou Jesus como seu Salvador, a eternidade começa aqui e agora.


Rubem M. Scheffel é pastor e trabalhou como editor na Casa Publicadora Brasileira por 32 anos. Atualmente jubilado, reside em Tatuí, SP.

"Se eu souber, agora ou depois, que de alguma maneira ajudei os leitores, ficarei imensamente feliz", diz Rubem M. Scheffel. Sem dúvida, isso ocorrerá.