sábado, 14 de agosto de 2010

A nova reforma protestante


A reportagem de capa da revista Época desta semana, a “igreja evangélica brasileira” passa por período de transição em que “ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV”. Leia alguns trechos da reportagem a seguir:

Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade”. Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.

Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da Igreja Betesda, autor de livros como Eu Creio, Mas Tenho Dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro.”

Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A Igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da “religiosidade institucionalizada”. Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no fim de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.”

Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”

Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.” [...]

“O importante não é a forma”, afirma Uchôa. “É buscar a essência da espiritualidade cristã, que acabou diluída ao longo dos anos, porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas. É contra isso que estamos nos levantando.”

No meio dessa busca pela essência da fé cristã, muitas das práticas e discursos que eram característica dos evangélicos começaram a ser considerados dispensáveis. Às vezes, até condenáveis. Em Campinas, no interior de São Paulo, ocorre uma das experiências mais interessantes de recriação de estruturas entre as denominações históricas. A Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera não tem um templo. Seus frequentadores se reúnem em dois salões anexos a grandes condomínios da cidade e em casas ao longo da semana. Aboliram a entrega de dízimos e as ofertas da liturgia. Os interessados em contribuir devem procurar a secretaria e fazê-lo por depósito bancário – e esperar em casa um relatório de gastos. Os sermões são chamados, apropriadamente, de “palestras” e são ministrados com recursos multimídias por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook. A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Verissimo ou uma música de Chico Buarque de Hollanda. [...]

Outro ponto em comum entre esses questionadores é o rompimento declarado com a face mais visível dos protestantes brasileiros: os neopentecostais. “É lisonjeador saber que atraímos gente com formação universitária e que nos consideram ‘pensadores’”, afirma Ricardo Agreste. “O grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência, é de ética e honestidade.” Segundo ele, a velha discussão doutrinária foi substituída por outra. “Não é mais uma questão de pensar de formas diferentes a espiritualidade cristã”, diz. “Trata-se de entender que há gente usando vocabulário e elementos de prática cristã para ganhar dinheiro e manipular pessoas.” [...]

A necessidade de se distinguir dos neopentecostais também levou essas igrejas a reconsiderar uma série de práticas e até seu vocabulário. Pastores e “leigos” passam a ocupar o mesmo nível hierárquico, e não há espaço para “ungidos” em especial. Grandes e imponentes catedrais e “cultos shows” dão lugar a reuniões informais, em pequenos grupos, nas casas, onde os líderes podem ser questionados, e as relações são mais próximas [aqui há um recado para as igrejas: as pessoas estão carentes de relacionamento e liturgias simplificadas]. O vocabulário herdado da teologia triunfalista do Antigo Testamento (vitória, vingança, peleja, guerra, maldição) é reconsiderado. Para superar o desgaste dos termos, algumas igrejas preferem ser chamadas de “comunidades”, os cultos são anunciados como “reuniões” ou “celebrações” e até a palavra “evangélico” tem sido preterida em favor de “cristão” – o termo mais radical. Nem todo mundo concorda, evidentemente. “Eles (os neopentecostais) é que não deveriam ser chamados de evangélicos”, afirma o bispo anglicano Robinson Cavalcanti, da Diocese do Recife. “Eles é que não têm laços históricos, teológicos ou éticos com os evangélicos.” [...]

“No fundo, nossa proposta é a mesma dos reformadores”, diz o presbiteriano Ricardo Gouveia. “É perceber o cristianismo como algo feito para viver na vida cotidiana, no nosso trabalho, na nossa cidadania, no nosso comportamento ético, e não dentro das quatro paredes de um templo.” [...]

Nota: Num primeiro momento, esse “sopro de vida” nos arraiais evangélicos até anima os cristãos desejosos de viver a pura fé cristã e ver pessoas resgatadas pelo verdadeiro evangelho transformador de Jesus Cristo. Se servir para derrubar a hipocrisia dos lobos com pele de ovelha que só pensam em meter a mão nos bolsos dos fiéis, já valeu a pena. O problema são (sempre) os extremos a que o inimigo de Deus e da igreja leva as pessoas. Se ele não consegue engessar a igreja por meio dos dogmas e do tradicionalismo, conduz o pêndulo para o outro lado – da contextualização extrema que mais identifica a igreja com o mundo do que atrai este para ela. A igreja tem que ser sal da terra, sem perder seu sabor característico. Note que, na intenção de reagir à deplorável teologia da prosperidade, algumas comunidades cristãs estão abolindo a doutrina bíblica do dízimo e banindo o ofertório do serviço de culto. Estão jogando fora o bebê com a água suja da banheira. O ofertório é uma atitude de doação e entrega que não deve ser emocionalmente manipulada, como fazem os pastores neopentecostais. Dizimar e ofertar devem ser atitudes racionais, conscientes. São um ato de reconhecimento pelas bênçãos de Deus, não uma barganha do tipo “toma lá, dá cá”. Usar Veríssimo e Chico Buarque (com todo respeito a eles) na liturgia também me parece “conversar” demais com a cultura. O ideal seria que essa “reforma” (se é que se pode chamar assim esse movimento) fosse calcada na redescoberta da Bíblia Sagrada (Sola e Tota Scriptura) e motivada por seus princípios. Foi assim que reformadores como Lutero e Calvino empreenderam a genuína Reforma Protestante.[MB]

Clique aqui e aqui para ler sobre a Reforma.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Escola Adventista de Rio Verde é a melhor de Goiás, diz pesquisa do MEC





ASN - PORTUGUÊS
Ter, 06 de Julho de 2010 13:19

Escola de GoiásRio Verde, GO ... [ASN] Mais uma vez a Escola Adventista de Rio Verde, no interior de Goiás, é destaque no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, divulgado pelo MEC. De acordo com a estatística a escola é a melhor em educação básica em todo o Estado.

A escola alcançou média 6,3 na pesquisa que avalia, entre outras coisas, o desempenho dos estudantes na Prova Brasil e o índice de evasão escolar.
A pesquisa ganhou destaque no jornal Diário da Manhã, de circulação em todo o estado. O IDEB foi criado em 2007 para fiscalizar a qualidade da educação em cada escola e rede de ensino. A verificação é feita a cada dois anos e é uma radiografia da área educacional brasileira e permite aos pais o acompanhamento do desempenho da escola onde seu filho está matriculado. A Escola Adventista de Rio Verde tem, atualmente, 262 estudantes matriculados. [Equipe ASN, Francis Matos]

Chuva volta a preocupar, e adventistas ampliam assistência a vítimas da enchente no Nordeste

Recife, PE …[ASN] As chuvas que caíram até ontem trouxeram de volta o medo de uma enchente na mesma proporção da semana passada, que destruiu cidades nos estados de Alagoas e Sergipe.

A solidariedade adventista tenta trazer um pouco de esperança para essas pessoas. Fiéis da Região metropolitana do Recife enviaram kits de higiene pessoal, alimentos e água potável, suficientes para 200 famílias dos municípios de Palmares, Água Preta e Barreiros.
A sede da Ação Solidária Adventista em Pernambuco montou duas cozinhas de campanha, com capacidade para distribuir 400 refeições por dia. Existe uma em Barreiros e outra em Água Preta.

Em Alagoas, voluntários e oficiais da solidariedade adventista de Sergipe e Alagoas enviaram colchões, cestas básicas e água potável. Fiéis do estado sergipano fizeram um mutirão e enviaram um caminhão de donativos. Foram destinados 5 mil peças de roupas, minifogões para cozinhar os alimentos que estão sendo enviados, colchões e outros itens de urgência.
A situação continua crítica na área das enchentes. As ruas, cheias de lama, voltaram a ficar debaixo de água. Os números da tragédia crescem a cada momento. No Estado de Alagoas já são 34 mortes em decorrência dos temporais, que também obrigaram cerca de 75 mil pessoas a deixarem suas casas. Desses, 27 mil estão em abrigos públicos. 76 pessoas continuam desaparecidas.

Já em Pernambuco, são registradas 20 mortes, 27 mil desabrigados e mais de 55 mil desalojados. Muita gente está sendo obrigada a dormir na rua, por falta de abrigo. Também há 142 pontes danificadas devido às fortes chuvas. As duas últimas mortes confirmadas no estado são de uma criança de 2 anos e um homem de 34, nas cidades de Água Preta e de Gameleira, respectivamente.

É grande a necessidade de colchões nos abrigos. Roupas, água potável e produtos de higiene pessoal também se destacam como emergência para as pessoas à espera de ajuda. O setor de filantropia da Igreja Adventista disponibilizou uma conta bancária para receber doações em dinheiro.

Banco Bradesco
Agência 0291-7
C/C 109412-2
IANDBEAS – Emergência Nordeste.

(Equipe ASN, Heron Santana)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O som gospel cai na mídia secular. E daí?


O último “Domingão do Faustão” teve algo diferente. Em lugar de músicos populares, apareceram as cantoras Gospel Aline Barros e Fernanda Brum. As duas contaram sobre sua amizade e carreira, cantaram músicas dos respectivos repertórios, encerrando a visita cantando juntas uma música. Muitas publicações e sites evangélicos com certeza considerarão esse fato um avanço à causa evangélica. Como protestante, sou forçado a discordar de toda a mídia evangélica, católica e protestante juntas; e não tenho a intenção de criticar ninguém, mas realmente sinto que uma causa evangélica de mídia foi exaltada; mas não o evangelho em si. Já tive o prazer de ouvir pessoalmente Aline Barros e gosto de algumas de suas músicas; Fernanda Brum, escutei algumas vezes na rádio também. Meu questionamento não é de forma alguma pessoal, antes é um questionamento sobre a efetividade da arte cristã, que segue padrões de marketing, popularidade e disseminação em massa; mas perde o elevado padrão de espiritualidade profunda, reflexão renovadora dos ouvintes e transformação das vidas pelo evangelho.

Evangélico hoje bebe cerveja, dança funk, pula carnaval, vai a baladas noturnas (tudo com letramento “evangélico”, é claro!); o nome de Jesus Cristo é repetido à exaustão, mas jamais é exaltado.

As duas cantaram músicas extremamente ritmadas que agitaram a plateia (especialmente a última música, que cantaram juntas) de um jeito extremamente alvoroçador, exagerado, acima de muitas músicas populares feitas para a diversão. Isso me faz lembrar de uma mãe em Laguna, SC, que me contou que não entendia como Deus poderia estar nas músicas gospel da filha.

Normalmente, diz-se que existe uma mistura natural entre música religiosa (especialmente americana) e popular. O que muitos esquecem é que nos séculos 19 e 20 a música religiosa era fonte de inspiração para temas populares, logo você pode notar que muitas músicas populares tinham letras, melodias e ritmos literalmente embelezados por sua influência advinda da música religiosa. Assim você ouve e sente uma sensibilidade diferente em cantores populares como Nat King Cole, Sarah Lois Vaughan, para citar alguns. Isso chegou até a influenciar a música do cinema em sua famosa Era de Ouro.

Mas o processo que vem ocorrendo especialmente desde os anos 1980 é inversamente outro, e nessa inversão existem tremenda crueldade e destruição artística. Cantores gospel muitas vezes imitam os ritmos populares, trazendo para a igreja evangélica ritmo, barulheira e sentimentalismo doentio; assim o evangelho deixa de ser um chamado ao culto racional, um sacrifício vivo em que a alma se cala ante El Shadday, o Todo-Poderoso (nas palavras de Romanos 12:1), ouve-Lhe a voz e pergunta submissa: “Senhor, que queres que eu faça?” (Atos 9:6).

Até mesmo cantores populares que pisaram nos dois terrenos, como Elvis e Bob Dylan, trataram a música religiosa de maneira mais respeitosa do que alguns cantores gospel estão fazendo hoje.

O que os cristãos católicos, protestantes e evangélicos precisam fazer é reencontrar suas origens. No caso católico, podemos citar a música coral de Haendel, especialmente o oratório O Messias. Haendel era truculento e nervoso e dedicou muito de sua arte à música operística, com seus exageros e enredos sentimentalistas; mas teve a vida literalmente mudada depois de compor O Messias.

Os protestantes precisam se lembrar de Lutero, que usou a grandiosidade do canto coral com orquestra para reafirmar os grandes temas da fé renovada a partir da Reforma. Precisam lembrar e valorizar tremendamente Johann Sebastian Bach, cuja monumental obra sacra assombra até hoje os maestros e cantores eruditos de todo o mundo.

Os evangélicos precisam se lembrar da beleza e simplicidade das músicas que eram cantadas na igreja crescente nos Estados Unidos; músicas provindas de compositores que tinham experiência profunda de espiritualidade, como a escritora cega Fanny Jane Crosby, Ira David Sankey, os contemporâneos George Beverly Shea e o casal William e Gloria Gaither.

Qualquer inovação artística só terá efeito salvífico se trouxer ao cantor e seu público um sentimento de reverência, entrega e santificação diante do Sagrado e pelo poder do Sagrado. A música evangélica pode muito bem voltar às suas raízes legítimas e produzir frutos de salvação em favor de um mundo que está perdido em meio à barulheira e à gritaria de sons que não são sons, de músicas que não são músicas; proclamando em alto e bom som a mensagem de salvação, que traz consigo um coração novo, de carne e não de pedra.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Aproveite a Casa Online de Inverno!


Aproveite a 27ª edição da Casa Online de Inverno! Livros com preços reduzidos e frete grátis. Você pode comprar pelo site da CPB ou pelo 0800-9790606. Sábado, a partir das 19h, e domingo, das 8h às 24h (horário de Brasília).

SUGESTÕES: Por Que Creio, por apenas R$ 13,70; A História da Vida, por R$ 17,60; Nos Bastidores da Mídia, por R$ 16,60; A Ciência Descobre Deus (lançamento), por R$ 32,90. Para mais informações, clique aqui.

sábado, 12 de junho de 2010

Adventistas lançam revista especial para evangelizar na Copa do Mundo



Edição especial para alcançar público do futebolJoanesburgo, África do Sul ... [ASN] Um casal adventista do sétimo dia se levantará para alcançar os fãs do futebol durante a Copa do Mundo de 2010 da FIFA, na África do Sul, com início no dia 11 de junho e término cerca de um mês mais tarde.A edição sul-africana da Signs of the Times (Sinais dos Tempos), revista evangelística há anos publicada mundialmente pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, dedicará pelo menos 280 mil cópias, a maior parte em inglês, para fornecer informações sobre os jogos e também como ganhar o maior desafio da vida, que é a fé em Jesus Cristo.

“Pensamos que os leitores vão guardar a revista por causa de sua aparência e abordagem seculares. Não será a aparência típica de uma revista evangélica”, disse Eric Webster, pastor adventista do sétimo dia de 82 anos de idade, que, junto com sua esposa, Ruth, mantém a Signs como um ministério auto-suficiente no sul da África há 20 anos.
Editores - Ruth e Eric Webster, sul-africanos adventistas, ambos com mais de oitenta anos de idade, produziram uma edição especial da revista, a qual têm editado nos últimos vinte anos. A edição especial da Signs, entretanto, não é um empreendimento estritamente secular. Junto com o conteúdo relacionado ao esporte, há artigos destinados a apresentar aos leitores a Igreja Adventista do Sétimo Dia e sua mensagem, observou Webster.
“Estamos orando para que o Espírito Santo trabalhe no coração dos leitores de diferentes formas”, ele acrescenta. “Eles poderão descobrir que a revista é patrocinada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Isso está na página três. Há também informação sobre o preço e endereço para alguém se tornar assinante da revista. Há ainda nove artigos espirituais, de uma página, espalhados pela revista. Acreditamos que alguns leitores serão levados a ler esses artigos e que Deus lhes falará ao coração.”
Um elemento espiritual importante será anexado aos artigos de meia página detalhando a importância do futebol para cada um dos 32 países participantes na Copa de 2010: “No fim de cada um dos 32 artigos sobre os países, há endereços onde os leitores poderão entrar em contato para receber ajuda espiritual, em seu próprio país. Isso significa que os visitantes provenientes desses países poderão receber acompanhamento. Há também o endereço da Internet, na página 2, onde os leitores poderão acompanhar a revista e obter outras informações”, disse Webster.
Apoio - Gift Mweenba, diretor de pessoal e de publicação da união, ajudou na produção massiva e contribuiu como editor convidado da edição especial da revista. Quando questionado sobre as surpresas que encontrou na preparação dessa edição especial, Webster observou vários incidentes da direção de Deus na procura de colaboradores, como Jack Mwewa, membro da igreja do Zâmbia, “que escreveu os artigos sobre quatro países africanos e me ajudou com grande parte das informações sobre futebol. Ele é editor de um dos jornais do Zâmbia e ex-jornalista e editor de esportes.”
Entre outros colaboradores para essa edição está Gift Mweemba, diretor de publicações e do ministério pessoal da União da África do Sul, e adventistas de todo o mundo. Além disso, François Louw, presidente da união, disse que um grupo de jovens adventistas brasileiros participará da equipe de testemunho/distribuição em Joanesburgo e trabalhará junto com os jovens adventistas sul-africanos na distribuição da revista e outras literaturas.
“A Copa do Mundo nos forçou a pensar que não podemos nos dar ao luxo de perder essa oportunidade”, disse Louw.
Mais informações sobre a revista especial estarão disponíveis online, na página http://www.impact2010.co.za/. [Equipe ASN, Mark Kellner]

Homem garante ver seu próprio fantasma em foto antig

Portal G1, 02.06.2010, às 9h30min.

Harry Ross, de 64 anos, encontrou a imagem de um fantasma bastante familiar numa foto antiga. Ao rever um retrato de família onde aparece ao lado de um dos filhos e dos netos, o inglês reconheceu em uma imagem esfumaçada o que seria ele mesmo há 42 anos, no dia de seu casamento.

"Sou eu, vestindo o terno que usei na dia em que me casei", disse Ross ao tabloide "The Sun".
Na foto, uma pessoa aparece na janela da casa dos Ross e Harry garante que é ele com 22 anos de idade. Detalhe: ele aparece na foto, sentado no quintal.
Harry se casou com Theresa em 1967 e o casal hoje mora em Northamptonshire, no Reino Unido. "Minha família também acha que sou eu mais novo na foto", afirma o aposentado.
Intrigado, Harry Ross procurou a ajuda de um médium. "Ele me disse que sou eu no retrato e que eu tenho que deixar o passado ir embora. Não entendi. Minha esposa e eu somos muito felizes. A menos que ela tenha um outro marido".

Nota: É impressionante como este tipo de notícia chama a atenção da mídia. O fascínio pelo sobrenatural deveria envolver, sob o ponto de vista jornalístico, entrevistas que mostrassem outras opiniões e visões a respeito deste tipo de fenômeno. Há explicações psicológicas e até teólogicas que poderiam ampliar a discussão sobre o assunto. O que predomina, no entanto, é a nota superficial, sem qualquer aprofundamento, voltada a manter um certo mistério em torno de tudo. Leitura barata, empobrecida, que contribui muito pouco. Sugiro a leitura de textos bíblicos como Eclesiastes 9:5,6, João 11 e outros que dão uma ideia mais ampla sobre a questão da morte.